Home Data de criação : 08/04/16 Última atualização : 08/04/24 05:03 / 7 Artigos publicados
 

De Paris um Cavalheiro.  escrito em quarta 16 abril 2008 22:13

de parios um cavalheiro, ator cubano no brasil

                   ESPETÁCULO: ¨DE  PARIS UM CAVALHEIRO¨.

  A elegância é um estado da alma capaz de albergar a paz interior de um cavalheiro, ainda sem ter nada e estar sumido na solidão... Também a interpretação chega a ser um ato elegante embora o personagem seja um mendigo. 
    "De Paris, um Cavalheiro”, um unipessoal  do ator cubano José Antonio Alonso nos mostrou os valores humanos e a luta pela sobrevivência. O ator nos ensina que a atividade teatral tem que ter respeito e ser muito digna, o que logra através de um personagem onde as extensões de suas palavras antepõem-se á sua degradada aparência e nos lembra que um indigente também sente, palpa, sofre, emociona-se, sonha e tem ilusões como    qualquer

um de nos.

    Pelo matiz do espetáculo a obra aparenta um teatro clássico, embora, bem, ausente em relatos de amores; tece um dialogo unipessoal de valores universais como a perseverança e a lealdade. É um monólogo que tem a impressão do teatro universitário com os elementos cênicos e um que outro parágrafo abordado com um sentimento Cervantino* que pudera apontar ao “Cavalheiro Andante (Don Quixote)”, mas, enquanto vai seguindo os sapatos de José Maria López, o outro cavalheiro de Paris em terreno caribenho, percebemos um personagem encarnado de vivências hispanas e costumes    do

Velho Mundo.

Na verdade, um tema pouco atrativo para o mexicano por desconhecer a historia do personagem da Havana, mas o publico que assistiu foi praticamente pelo curriculum do ator e pela sua repercussão internacional: podemos colocá-lo, pois dentro dos clássicos do teatro hispano-americano.

A pergunta obrigada ao Cavalheiro de Paris é: Senhor, você encontrou a felicidade? A possível resposta do indigente da Havana: "Eu fui o rei do mundo, porque o mundo sempre estava a meus pés, debaixo dos meus sapatos” De acordo com o relato, o cavalheiro morre em 11 de abril de 1985 na  capital de Cuba e se lembra  por possuir tanta paz sem ter absolutamente nada; algo absurdo para quem navega nas marejadas capitalistas onde o dinheiro diz do status, poder e este último, satisfação... Que se converte numa má interpretação vinculada á felicidade.

( Difusión Cultural. Mazatlán,  Sinaloa.  México. 30 de marzo del 2004.)

 

*Referente a Miguel de Cervantes e Saavedra, autor de “Don Quixote da Mancha”.

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